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O futuro é por taça: redefinindo como bebemos

The Future is By-the-Glass: Redefining How We Drink

A Era da Taça

Não faz tanto tempo assim, a ideia de pedir uma taça de grand cru da Borgonha enquanto seu amigo pedia champanhe vintage parecia quase fantasiosa – um privilégio reservado a quem estivesse disposto a se comprometer com a garrafa. Hoje, porém, tais indulgências já não estão fora de alcance. Em salas de jantar e bares de vinho ao redor do mundo, a taça individual se tornou a medida do luxo.

É oficial. Estamos vivendo na "era da taça," um momento em que liberdade, descoberta e experiência importam mais do que os antigos rituais de posse e status.

Vinho em taça já não fica relegado ao fim da lista; tornou-se um traço definidor de como as pessoas querem beber. Por trás dessa mudança há uma história mais ampla: uma geração de consumidores em busca de variedade, moderação consciente e a garantia de qualidade em cada dose servida.

Analistas da IWSR observam que, embora os volumes globais de vinho estejam estáveis, os vinhos premium e superiores mostram mais resiliência, um sinal claro de que os consumidores estão migrando para opções mais caras mesmo bebendo menos no geral. Vinho em taça é o ponto de entrada perfeito nesse mundo.

Os Números Contam a História

Em uma pesquisa independente recente (setembro de 2025) com consumidores de vinho do Reino Unido e da Austrália, mais da metade disse que agora pede vinho em taça com mais frequência do que há dois anos. Globalmente, a própria pesquisa de consumidores da Coravin, com dados próprios de consumidores, mostra que 57% dos consumidores preferem esse formato.

Essas mudanças refletem uma transformação mais ampla no estilo de vida – a "economia da experiência" – em que as pessoas valorizam cada vez mais momentos, histórias e conexões em vez de acumulação material.

A conclusão é difícil de ignorar. A cultura do vinho está evoluindo, e o vinho em taça não é uma moda passageira. Ele está no cerne de como os apreciadores de hoje escolhem explorar o mundo do vinho – uma taça de cada vez.


Por Que Menos é Mais

O apreciador moderno de vinho é cada vez mais guiado por um princípio simples: qualidade acima de quantidade.

Em todo o mundo, estilos de vida voltados para a saúde e um apetite crescente por qualidade estão mudando a forma como as pessoas desfrutam o vinho. Pesquisas como a da Gallup mostram que as taxas de consumo estão em mínimas históricas, com apenas 54% dos americanos dizendo agora que consomem álcool. O que começou com as gerações mais jovens questionando o papel do álcool na vida cotidiana se espalhou de forma mais ampla, remodelando a cultura da taça.

Isso não significa que o vinho esteja desaparecendo da mesa, mas significa que os apreciadores estão se tornando mais seletivos.

É aqui que o vinho em taça ganha força. Katie Warren, diretora sênior de marketing global da Coravin, explica:

"A tendência de consumo de longo prazo de 'beber menos, beber melhor' significa que a oferta de taça tem se tornado um elemento cada vez mais importante nas cartas de vinhos em todo o mundo."

O Consumer Sentiment Report da Coravin (2025) reforça essa tendência: a exploração é a principal motivação para pedir vinho em taça, com 52–76% dos consumidores em sete mercados globais apontando a descoberta como seu motivo. Outros 25–36% dizem que escolhem BTG especificamente para priorizar qualidade em vez de quantidade.

Pesquisas independentes, incluídas no Global Trends Report da Coravin (2025), refletem esses resultados — mostrando que 42% dos consumidores do Reino Unido e da Austrália pedem vinho em taça para acessar rótulos premium sem se comprometer com uma garrafa inteira, especialmente os amantes de vinho mais jovens.

É uma mudança simples, mas poderosa: uma taça servida perfeitamente pode oferecer uma experiência de qualidade. E, com ferramentas como a Coravin tornando possível servir vinhos raros e finos sem desperdício, “menos” não parece um sacrifício — parece liberdade.

De Mayfair a Melbourne — o vinho em taça se torna mainstream

O que antes era reservado à alta gastronomia agora é a forma como o mundo bebe vinho. Seja em um restaurante Michelin em Paris ou em um wine bar casual em Sydney, pedir em taça se tornou o padrão.

Na França, três em cada quatro clientes agora escolhem vinho em taça (76%), com forte adesão nos Países Baixos (61%), na Austrália (59%) e no Reino Unido (58%) — segundo dados da Coravin.

E os restaurantes estão respondendo. Uma pesquisa recente da Coravin no setor on-trade constatou que mais de 81% dos estabelecimentos no Reino Unido, nos EUA e na Austrália registraram crescimento nas vendas em taça — prova de que não são apenas os consumidores que se beneficiam, mas também os operadores.

Grande parte desse impulso vem dos consumidores da geração Millennial. Curiosos, experimentais e ávidos por compartilhar experiências, eles veem o vinho em taça como moeda social — uma forma de provar amplamente e contar histórias mais ricas. Como relatou a Food & Drink Business, a maioria dos consumidores de vinho em taça é formada por mulheres mais jovens (58%), muitas vezes escolarizadas e urbanas, que preferem momentos de qualidade a quantidade.

Ainda assim, existem lacunas.

Quase metade dos consumidores (48%) diz que pediria mais se as cartas fossem mais amplas, enquanto 43% querem a opção de provar antes de decidir. Com frequência, as cartas de vinhos se limitam a opções previsíveis da casa, quando, na verdade, pesquisas mostram que programas mais aventureiros não canibalizam as vendas de garrafas — eles criam experiências incrementais. Para os amantes de vinho, isso significa mais razões para explorar. Para os estabelecimentos, significa mais oportunidades de venda de vinho.

E o apetite pela descoberta vai além da própria taça. O Global Trends Report da Coravin revela que menus degustação harmonizados com vinho são a ocasião BTG mais popular (59%), mas os consumidores querem cada vez mais interação e teatralidade.

Quase metade (43%) gostaria de degustações guiadas com um sommelier, enquanto um terço se sente atraído por eventos de encontro com o enólogo (34%). Outros adoram toques lúdicos, como voos de três a cinco taças (31%), degustações verticais ou taças surpresa com a "escolha do sommelier", que mantêm a experiência nova e empolgante.


Os locais de amanhã vencerão na taça

Se o último século foi sobre aumentar as listas de garrafas, o futuro será sobre a imaginação por trás das opções em taça. Os restaurantes e wine bars mais visionários já estão mostrando o caminho: servindo safras raras em taça, alternando garrafas cult em suas listas e atraindo os clientes com "mistérios" em taça que mantêm a descoberta viva.

Para os amantes do vinho, isso significa que cada visita traz a promessa de descoberta. Uma taça bem escolhida não é apenas uma bebida – é uma história, uma experiência que você leva consigo muito depois do último gole. E para os locais dispostos a serem ousados, é uma forma de se destacar em um cenário gastronômico concorrido.

A tecnologia abriu novas possibilidades, dando aos sommeliers a liberdade de compartilhar garrafas que antes poderiam ter permanecido intocadas ou até sido desperdiçadas. Com o Coravin, o vinho pode ser servido em qualquer quantidade, enquanto o restante da garrafa permanece como se não tivesse sido tocado, mesmo anos depois. Nesse equilíbrio entre inovação e tradição, o futuro do serviço de vinho está sendo redefinido – não garrafa por garrafa, mas taça por taça.

Fontes:

*Pesquisa independente: estes dados são de setembro de 2025, provenientes de 1.030 pesquisas independentes concluídas com consumidores de vinho do Reino Unido e da Austrália, que bebem vinho fora de casa pelo menos uma vez por mês.

49% dos entrevistados se identificaram como homens e 51% como mulheres, e a faixa etária era de 25 anos ou mais.

**Os dados da pesquisa com consumidores da Coravin foram coletados em nossa própria base de clientes, com mais de 1.900 usuários pesquisados em: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos, Itália e Austrália, em junho de 2025.

***Resultados de pesquisas do setor no Reino Unido, nos EUA e na Austrália realizadas pela Coravin em junho/julho de 2025, com contribuições de 150 participantes do setor de hospitalidade.